Arquivo do mês: dezembro 2009

Oásis de tranquilidade no Centro do Rio

Uma das igrejas mais bonitas do Rio fica num refúgio de tranquilidade no Centro da cidade. É o Mosteiro de São Bento, construído em 1590, por monges beneditinos vindos da Bahia, a pedido dos próprios habitantes da recém fundada cidade de São Sebastião.

O altar

Há duas maneiras de se visitar o tempo: o acesso pela rampa fica na rua Dom Gerardo, 68. Para pegar subir de elevador, caminhe pela mesma rua, mas pare no número 40. O mosteiro está aberto para visitações todos os dias, de 7h às 18h.

Para uma experiência mais completa, aos domingos a missa com canto gregoriano acontece às 10h.

Mas lembre-se: os trajes tanto para a visita quanto para a missa devem ser apropriados. Nada de decotes profundos ou saias e shorts muito curtos. E dentro do templo não pode tirar fotos com flash, para não danificar a cobertura dourada de parte da madeira ricamente trabalhada.

Detalhe interno do mosteiro

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Mais medidas de segurança nos aeroportos dos EUA

A tentativa de um nigeriano de explodir o voo Amsterdã-Detroit, na sexta, levou a um significativo aumento das medidas de segurança nos aeroportos americanos, lotados de pessoas voltando do Natal e outras, partindo para férias de Ano Novo.

As filas para passar no escâner estão longas e demoradas. Todos os itens da bagagem de mão são checados – embalagens com conteúdo acima do permitido são confiscadas. Passageiros europeus foram instruídos a levar apenas uma bagagem de mão para embarcarem em voos rumo aos EUA. Além disso, estão proibidos de se movimentar com frequencia durante o voo e deverão se manter sentados, sem objetos no colo, na última hora de viagem. Não podem ir ao banheiro nem acessar os compartimentos de bagagem de mão. Explicação: o susposto terrorista da Al Qaeda passou 20 minutos no banheiro, retornou  à sua poltrona e se cobriu com um cobertor, antes de explodir o artefato.

“Eles estão mexendo em todas as malas, no bolso da calça, de casacos”.

Passageiro que embarcava em Amsterdã, no fim de semana, rumo a Detroit

Policial nos EUA usa cachorro para farejar bombas

A um homem que saía de Denver foi pedido que ele tirasse as calças!

Se estiver de viagem marcada de/para os EUA, veja as medidas, em inglês, explicadas pela Transport Security Administration. A mais importante delas é chegar no aeroporto com pelo menos quatro horas de antecedência, para dar tempo de fazer o check-in e passar por todos os procedimentos de segurança sem perder o embarque.

“Nosso sistema não funcionou em perceber que Umar Farouk Abdulmutallab estava em uma lista de verificação por não ter conseguido visto para os EUA em maio. Ninguém está feliz ou satisfeito com isso. Uma investigação extensiva está em curso”.

Janet Napolitano, secretária de Segurança Interna, admitindo ao programa ‘Today’ da NBC, a falha de segurança do país em “guerra contra o terror”

Para quem sai de Londres, a Virgin Atlantic também preparou uma “cartilha” para enfrentar os aeroportos americanos. A Cathay Pacific e a Emirates fizeram o mesmo.

Com os alertas, as medidas de segurança estão sendo ampliadas para outros aeroportos. Em Londres, pelo menos 25 mil pessoas enfrentaram filas de 3 horas. E quem estiver com presentes de Natal tem que desembrulhá-los na frente do policial. A Alemanha também está de olho no que acontece no aeroporto de Frankfurt, o terceiro maior hub da Europa. No Charles de Gaulle, em Paris, todas as bagagens de mão estão suspensas, exceto bolsas de mulheres. Os itens permitidos podem ser levados à bordo apenas em sacos plásticos transparentes, contou um passageiro. Em Auckland, o único aeroporto da Nova Zelândia com voos diretos para os EUA, da Qantas e Air New Zealand, 30 funcionários extras foram convocados para trabalhar ajudando no check-in, numa tentativa de acelerar a fila.

“Parece que voltamos aos anos 90. Mas o equilíbrio entre trabalho humano e tecnologia está dando certo. Não recebemos reclamações de passageiros”

Mark Everitt, chefe da aviação da Nova Zelândia, ao jornal NZ Herald

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Brrrr

E a vontade de estar na Europa nessa onda de frio?

Berlim, por smokykater no Flickr

Aliás, quando bate muuuuita vontade de viajar e não posso, o Flickr e sua comunidade de excelentes fotógrafos me consola.

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Dia de solstício

Enquanto no Brasil comemoramos hoje o início do verão, os países mais ao Norte do planeta têm hoje o dia mais escuro do ano, o solstício de inverno: os raios do sol passam no ponto mais alto da atmosfera e por cima do Trópico de Capricórnio.  O Círculo Polar Ártico se torna a zona mais escura da Terra, mergulhado em 24 horas de escuridão. A luz do dia vai se tornando mais presente, gradualmente, a partir de agora.

Para quem está viajando pela Escandinávia, é um dia de celebração. Helsinque, capital da Finlândia, tem seis horas de luz hoje. Reykjavík, na Islândia, quatro, no máximo. Bodo, na Noruega, bem no limite com o Círculo Polar Ártico, tem meros 43 minutos de “dia”.

Mas isso não é motivo de tristeza, pelo contrário. Como a maior escuridão é a de hoje, o dia também é visto como “o momento em que se começa a caminhar rumo à luz”. Além dos países escandinavos, Canadá e o Alasca também fazem festa.

'aevarg' conta no Flickr que em 21 de dezembro o sol nasce depois das 11h e se põe antes das 16h na Islândia

Em Reykjavík, o nascer do sol hoje aconteceu às 11h22, para se pôr às 15h30. Ísafjördur, no Norte dos Fiordes Ocidentais, viu o dia chegar às 12h09 e acabar às 14h53.

ristmas and the nasty East Coast blizzards will likely overshadow today’s Winter Solstice, the official kickoff to the season in the Northern Hemisphere. Not that many people would want to celebrate the day with the least amount of sunlight, but it could be worse; you could be in the Arctic Circle, which will see 24 hours of darkness today.

During the Winter Solstice, the sun’s rays shoot directly overhead at the Tropic of Capricorn and are the farthest away from the Northern Hemisphere. That means that the Arctic Circle gets the shaft and will be the darkest place in the world. The parts of Alaska above the Arctic Circle also won’t see the sun.

Nearby cities will see a super-short day as well. Situated south of the Arctic Circle, Helsinki, Finland will have less than six hours of sunlight during the Winter Solstice, according to timeanddate.com. But Helsinki looks like the Caribbean compared to Bodo, Norway, which hovers near the Arctic and will have a scant 43 minutes of light. Reykjavik, Iceland, will get about four pasty hours of sun. If you’re traveling near these dark places today, be sure to bring your seasonal affective disorder lamp.

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Greve na época de festas na British Airways

Aqui no Brasil há quem já esteja economizando paciência para gastar nos aeroportos no Natal e Ano Novo. Para quem vai viajar pela British Airways, a notícia é pior: os funcionários decidiram hoje fazer uma greve entre 22 de dezembro e 2 de janeiro.

É simplesmente o período de maior movimento, daqui até a Conchinchina!

Os jornais britânicos falam em “caos” para 1 milhão de pessoas, só na Grã-Bretanha, que já havia comprado passagem para o período. A British – que classifica a decisão do sindicato de “cínica e unilateral – diz que que os passageiros que deveriam gostariam de voar nas Festas poderão remarcar suas passagens para datas posteriores à greve, “sem custo adicional”.

Mas, por enquanto, ainda não tem um plano de contingência. Prometeu divulgar um ainda esta noite (horário GMT).

Na chón

As companhias concorrentes já estão de olho grande em cima dos passageiros da British. A Easy Jet, por exemplo, oferece “embarque acelerado” a quem tiver o cartão fidelidade ouro da British Airways. E quem comprou na Easy Jet porque quis? Vai pro fim da fila?

Se você esperava voar do Brasil para a Europa via Londres, cheque com a sua agência de viagens.

Essa história lembra o apagão aéreo de dois anos atrás no Brasil.

Nessas horas até que é confortante saber que para ver a família no Natal eu preciso encarar “só” sete horas de ônibus pela BR-101….

Em tempo: com a greve, os funcionários da BA querem forçar a reabertura de negociações contra a “remoção” – como chama a empresa – de 1700 tripulantes para assegurar um caixa anual de 140 milhões de libras.

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Jökulsárlón: você ‘on the rocks’

É difícil escolher a paisagem mais impresssionante da Islândia. A sensação,  quase sempre, é de estar em outro planeta. Mas o lago glacial Jökulsárlón é  de tirar o fôlego. Literalmente, inclusive. É um ambiente tão frio que às vezes é difícil até para respirar.

Vatnajökull ao fundo

Jökulsárlón fica no final da porção Sul do glacial Vatnajökull, o maior do mundo fora dos pólos. O gelo condensado por centenas de anos é empurrado para outra geleria, Breiðamerkurjökull, e de lá vai quebrando e caindo no lago, que fica lotado de icebergs. Lentamente, eles flutuam para o mar, a poucos metros de distância.

Blocos caindo do Breiðamerkurjökull

Icebergs rumo ao mar

Praia on the rocks...

O curioso (ou trágico, para os ambientalistas) é que o lago não existia até 1934. Antes, era só gelo. A “poça” foi crescendo, crescendo… em 1975 chegou a 7,9 km². Hoje, tem 18 km² e continua expandindo, por causa do acelerado derretimento das geleiras islandesas.

Uma rosa é uma rosa

Mais curioso ainda é que muito islandeses, mesmo vendo o gelo derreter à sua frente, não acreditam no aquecimento global. Dizem que eras glaciais são cíclicas. E argumentam que há quase dois séculos, a temperatura média na ilha era 2 graus mais alta. Depois veio uma onda de frio que ampliou as geleiras. E agora elas estão derretendo de novo. Quando um estrangeiro fala de aquecimento global, eles chegam a soltar um risinho sarcástico.

É, quente lá não é. Nem no verão. Fato.

É primavera na Islândia...

E o bom de Jökulsárlón é que é super acessível. Fica entre Reykjavík e Höfn, no Sul do país, e bem pertinho da Rodovia 1, também chamada de Estrada Anel (Ring Road), porque dá a volta em toda a ilha. Não é a única estrada no país, mas é como se fosse. As outras podem ficar intransitáveis à menor chuva. E mesmo a Anel fecha em alguns trechos no inverno. Esse mesmo percurso Reykjavík-Höfn, simplesmente a ligação entre a capital e a terceira  maior cidade, pode ser interditado por causa da neve e gelo. Não à toa a passagem de avião, se comprada com um pouco de antecedência, é mais barata do que a de ônibus.

Mas do alto não tem graça. No verão (e fim da primavera e início de outono), a viagem entre Reykjavík e Höfn é imperdível. Em 11 horas, mais ou menos, você tem a chance de passar por Vík, que é uma gracinha de cidade e a parada para almoço do ônibus, e a entrada do Parque Nacional Skaftafell, o maior da Islândia. Além disso, pouco antes de chegar a Höfn, o ônibus faz uma parada de meia hora na Jökulsárlón. Dá tempo de dar uma caminhada rápida e tirar fotos. Na volta, a mesma coisa. Cerca de uma hora depois de partir de Höfn, parada no lago glacial.

Se você ficar com invejinha de quem está passeando de barco pelo lago, dá para agendar esse passeio em agências de turismo em Höfn.

No verão, o ônibus faz o trajeto todos os dias. Mas atenção: sai de Reykjavík às 8h30 e de Höfn às 11h. No inverno, se a estrada estiver aberta, circula também uma vez por dia, mas sem tantas “paradas turísticas”, e apenas às terças, sextas e domingos. Horários e partidas, você vê aqui. A passagem, na desvalorizada coroa islandesa, custa  o equivalente a R$ 160.

Para os fãs de cinema e publicidade: Jökulsárlón é praticamente a estrela de alguns filmes e propagandas. A cena mais famosa rodada lá é a da perseguição de carros em 007 – Die another day:

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Jaguar parade

Cow parade que nada. Em San Cristobal de las Casas, capital de Chiapas, no México, o animal homenageado em obras de arte é o jaguar.

Aliás, animal, não. Deus.

A visão de mundo dos maias é que a terra é plana, com com quatro cantos, correspondendo aos quatro pontos cardeais. Cada canto tem uma cor: Leste, vermelho; Norte, branco, Oeste, negro e Sul, amarelo. Para sustentar o céu, há em cada canto um jaguar, na cor correspondente ao seu ponto cardeal. Na mitologia maia, os jaguares são chamados de ‘bacabs’. E cada um é responsável por atender a pedidos do povo: colheita farta, chuva, valentia na guerra…

San Cristobal é considerada a capital indígena do México. Não é de se espantar que lá as pessoas – a maioria maias – ainda cultivem os ritos, mesmo que um pouco modificados. O culto ao bacab pode hoje ser feito através da arte, mas se mantém em praça pública:

E ainda serve para agradecimentos e para atender pedidos:

Agradecer pela colheita do café

... pela colheita do milho

E até por bons sonhos

Os maias acreditavam que a terra era plana com quatro cantos, correspondendo aos quatro pontos cardeais e cada uma dessas direções tinha uma cor: leste – vermelho; norte-branco; oeste-negro; sul-amarelo. Para o centro, foi eleita a cor verde. Para sustentar o céu, segundo a mitologia maia, em cada canto havia um jaguar, de cor diferente para cada ângulo. Na selva onde se desenvolveu a cultura maia, o jaguar era um animal importante e se chamava “bacabs”.

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