Arquivo do mês: janeiro 2010

Café da manhã, Yucatán style

A cozinha mexicana talvez seja a única das mais conhecidas que não me faça salivar. Até como, mas não gosto de abacate e coisas com milho – ou seja, a base dessa culinária. Nem de tequila eu gosto! Então, a hora das refeições no México era sempre complicada, o que também foi uma experiência nova para mim, que adoro comer.

O café da manhã, por exemplo. Dentro de resort, é ótimo, mas aquela coisa de sempre. Fora, pelo menos na península de Yucatán, é assim:


Feijão no café da manhã?

O pão de fôrma, manteiga e a geléia eu pedi à parte. Geralmente são só as tortillas com ovos rancheiros com bastante chilli, banana frita e os frijoles refritos ou, como mineiro chama, tutu.

Exceto pela sem graça tortilla Nada é ruim de verdade. Mas no café da manhã… só em dia de muita fome. E ressaca.

No dia-a-dia, as pessoas não comem isso tudo logo que acordam. Mas, para os padrões brasileiros, também não comem pouco. É uma cestinha de tortillas frescas com carne desfiada, de porco ou frango. E muita, muita pimenta. Nas paradas de ônibus, eu pedia um pacote de biscoitos ou daqueles pãozinhos prontos. Mas só eu comia isso.

Café

Já o café de Chiapas… esse sim é delicioso. Aroma e sabor maravilhosos. É como na serra de Chiapas é um pouco frio, eles têm um preparo especial de café, com especiarias, para esquentar. Uma das que consegui identificar foi cravo. Há outros sabores na xícara, mais difíceis de saber quais são.

Um bom lugar para tomar o café de Chiapas em San Cristolbal de las Casas é o Café Museo Café (MA Flores, 10). Como o nome diz, lá também funciona um museu que conta a história do cultivo do grão em Chiapas. A entrada para o museu  é US$ 1 e geralmente fica aberto entre 9h e 17h. O café em si funciona de 9h às 9h30.

Deixe um comentário

Arquivado em América do Norte

Palenque, maravilha do mundo maia

Jóia da arqueologia no México, Palenque é o mais importante conjunto de ruínas maias da América Central. Rivaliza, talvez, com Tikal, ali pertinho, na Guatemala. Mas hoje é consenso entre os arqueólogos que Palenque foi culturalmente mais importante do que Tikal, pela quantidade de expressões arquitetônicas, artísticas e religiosas encontradas ali desde que foi “redescoberta” por exploradores espanhóis que chegaram a Chiapas no século 16.

Vista geral da principal área arqueológica

Sob o comando de K’inich Janaab’ Pakal – Pacal, o Grande – seu governante mais importante, que assumiu o poder no ano de 603, Palenque viveu o auge da construções de edifícios inovadores. Um dos projetos mais impresssionates foi o hoje chamada de Palácio, com paredes e teto cobertos de argamassa feita com conchas moídas e cal, moldadas com figuras que representam as cerimônias e atividades dos governantes e dos deuses.

Ilustração mostra o filho de Pacal herdando o trono do espírito do pai

O Templo das Inscrições, a imensa pirâmide que domina a praça central de Palenque, também conta o dia-a-dia de quem governava os maias da cidadela. Sua importância não para aí. O edifício é um dos mais estudados do mundo maia, não apenas por ter uma função crucial – servir de monumento funerário para o rei Pacal – mas também por ter as incrições mais detalhadas e importantes já encontradas por quem pesquisa o mundo maia. Há, ainda, painéis esculturais dentro da tumba de Pacal.

Templo das Inscrições, tumba de Pacal

Há até bem pouco tempo era possível subir a escadaria que leva à entrada mais alta da pirâmide. Agora, está proibido. Primeiro, porque a respiração humana aumenta ainda mais a umidade na tumba, o que pode acelerar a degradação das inscrições. Segundo, porque muitas pessoas já se acidentaram nos degraus estreitos da íngrime subida.

Foto de Sheila Machado

Palácio dos Governadores, visto da praça cerimonial, com a Torre, à direita

Palácio dos Governadores por dentro. As estelas falam da captura de prisioneiros pelos guerreiros de Palenque

Dentro da ala de moradias do Palácio dos Governadores

Úmido em Palenque, sempre é. É área de selva e o sítio fica muito perto do rio Usumacinta. E a cidade chama tanta atenção dos viajantes justamente por isso. É uma experiência única andar pelas ruínas no meio da floresta. No inverno, faz uns 30 graus. No verão, prepare-se: mais de 40 graus e muita, muita umidade. Traga água e bastante filtro solar. O sol é inclemente.

Templo no Grupo de las Cruces

Palenque se estende por cerca de 15 km selva adentro e é dá para fazer algumas trilhas dentro do parque.

Na conta dos arqueólogos, até hoje foram descobertas 500 edificações. No entanto, apenas 34 foram excavadas até agora.

Neste vídeo, você tem a perspectiva de quem está no centro da praça principal. Vê-se o Palácio e sua torre, o Templo das Inscrições, o Templo da rainha Vermelha, o Templo de la Calavera e uma ceiba, a árvore sagrada dos maias:

Como chegar

A maneira mais fácil de chegar às ruínas é pegando uma Kombi, por menos de R$ 1,50, na cidade de Palenque, que surgiu depois da descoberta do sítio arqueológico. Muitos turistas – americanos e europeus – preferem não se hospedar na cidade, mas numa área de pousadas e campings no meio da floresta, entre Palenque cidade e Palenque ruínas. Chama-se El Pachán. Mas se você espera conforto, escolha hotéis maiores, na mesma estrada. Os quartos em Pachán são limpos, porém espartanos. Nem têm ar condicionado. As Kombis também passam por Pachán. O percurso da cidade até a ruína não demora mais do que 20 minutos. De táxi, dá uns R$ 10.

Palácio dos Governadores por dentro

8 Comentários

Arquivado em América do Norte

Check-in online é a invenção da década para viajantes

Deu na Economist: numa pesquisa que vai ser apresentada no Business Travel & Meetings Show, em Londres, no mês que vem, 2.400 viajantes escolheram o que consideram “a inovação da viagem de negócios da década”. O grande vencedor é o check-in online. Em segundo lugar a conexão wi-fi, poltronas que se reclinam para que a pessoa fique completamente deitada, notebooks e o trem de alta velocidade Eurostar.

Os smartphones e iPods não entraram nos top 5, para espanto do blogueiro da Economist.

2 Comentários

Arquivado em Uncategorized