Arquivo do mês: agosto 2010

Na Serra dos Pireneus, caminhe lentamente, olhe para o chão

Perto de Brasília (DF), de Goiânia e de Pirenópolis (GO), o Parque Estadual Serra dos Pireneus é um destino bonito e fácil para um fim de semana quando se estiver em alguma dessas cidades. Tem trilhas, cachoeiras e atividades como tirolesa e para-quedas.

Serra dos Pireneus vista da estrada de chão

O parque em si fica entre os municípios goianos de Pirenópolis, Cocalzinho e Corumbá. Apesar de ter sido criado em 1987, ainda não há muitas placas indicativas e nem trilhas demarcadas. Ou seja, é importante para quem não é da área fazer a visita com um guia, que pode ser contratado em Pirenópolis ou em Brasília.

A trilha

A principal atração é o Pico dos Pireneus, o ponto mais alto de Goiás, com 1.385 metros de altitude de arenitos e quartzitos, do período pré-cambriano.  É possível subi-lo numa caminhada que não exige muito preparo físico, se for feita lentamente. E lentamente é mesmo a melhor maneira de subir o pico. Tenha tempo para olhar para o chão. É um espetáculo de pedrinhas coloridas, lindas, emolduradas pela vegetação robusta.

Chão que brilha

No alto do pico tem uma capelinha e dá para ver ao longe a bonita paisagem, incluindo o vizinho Morro Cabeludo.

Paisagem do cerrado

Como ir

Quando fui a Serra dos Pireneus, saí de Brasília. A visita dura um dia inteiro. Com um carro 4×4, o guia te pega em seu prédio ou hotel às 8h da manhã e te leva de volta à porta de casa no começo da noite, por volta das 19h. O passeio todo vai até a gracinha cidade tropeira de Pirenópolis.

O preço depende do número de pessoas. Tem que ter no mínimo dois passageiros no jipe, e aí é mais salgado, mas é mais pessoal também. Eu estava sozinha e a agência mesmo colocou outro visitante no jipe comigo, para fechar o tour.

Em Brasília, eu usei a agência Rota 360 Graus e deu tudo certo – exceto que o guia não foi pontual pela manhã, mas compensou com boa vontade, simpatia e uma horinha extra na volta, para igualar o tempo.

Na capital federal e em Pirenópolis, há outras agências que fazem o passeio. Ou você pode fazê-lo com um amigo que more em Brasília e conheça a região.

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Passageiros ouvem mensagem “estamos prestes a cair no mar”. Era engano

Parece piada. Mas não é. E muita gente não deve ter achado a menor graça.

Cerca de 275 passageiros do voo Heathrow-Hong Kong da British Airways tomaram um susto quando a mensagem automática “estamos prestes a cair no mar” foi acionada, por engano, enquanto o avião sobrevoava o Mar do Norte, na noite de terça-feira.

Apesar de a tripulação da cabine ter percebido o erro rapidamente, os passageiros já estavam aterrorizados.

“Todos pensamos que íamos morrer”, contou a inglesa Michelle Lord, de 32 anos,  ao jornal The Sun.

Outro passageiro classificou a frase como a pior de sua vida: “Não consigo pensar em nada pior que ouvir que seu avião está prestes a cair.”

A empresa pediu desculpas oficiais hoje, pela “angústia indevida”. Segundo um porta-voz da British Airways, uma investigação está em curso para descobrir se foi erro humano ou de computador.

Fonte: Reuters

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Para voar entre 20h e 21h no Brasil, tenha paciência

Um levantamento feito pelo jornal ‘O Estado de S. Paulo’ identificou o horário entre as 20h e 21h como o mais problemático para voar no Brasil. Nesse período, estão 80% dos voos que mais atrasam, segundo dados oficiais.

A reportagem cruzou tabelas oficiais de todos os 4.022 voos que atrasaram no Brasil nos meses de abril e maio com as listagens dos Horários de Transporte (chamado tecnicamente de Hotran) definidas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Outro dado é que dos 20 voos que recorrentemente decolam com atraso, 16 estavam previstos para sair nessa parte da noite. O tempo médio de atraso nesse horário é de 1 hora e 5 minutos.

A comparação com o segundo horário de mais atraso é gritante: às 23h, cerca de 5,5% dos voos decolam mais tarde do que o programado.

Fonte: O Estado de S. Paulo e UOL

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Passageiros da TAM poderão usar o celular durante o voo

A crise de abstinência do celular desligado em voo no Brasil está com os dias contados. Pelo menos para passageiros da TAM.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou que a TAM instale um sistema que permita a comunicação nas alturas. Agora, a empresa espera a a certificação operacional da Anatel.

Em fase de teste, o sistema será instalado em três aviões Airbus que fazem voos domésticos. O mecanismo, desenvolvido pela empresa OnAir, permite que até 12 passageiros façam ligações ao mesmo tempo. O uso de torpedo (SMS) e a navegação na internet estão liberados para todos.

Segundo a TAM, o sistema é seguro para os passageiros. O sinal dos celulares não interfere nos comandos da aeronave quando ela estiver voando acima de 3 mil metros de altitude. Os testes de interferência eletromagnética e modos de falha do sistema foram feitos na Europa, onde o Airbus é fabricado. Mas durante decolagens e pousos, todos terão que desligar seus aparelhos.

Atualmente, só se pode ligar o celular quando a aeronave está no chão e com as portas abertas.

Fonte: G1

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Um mergulho no cenote Ik-Kil

Depois de passar horas sob o sol em Chichen Itzá, nada melhor do que dar um mergulho num cenote refrescante. O mais próximo é o cenote sagrado Ik-Kil, onde os reis maias e suas cortesãs se banhavam.

O cenote fica dentro da área do parque eco-arqueológico e é acessível por caminhada. Mas como visitei Yucatán em setembro e estava um calor insuportável, preferi ir de microonibus.

Há uma entrada de US$ 6, que dá direito ao banho e uso dos banheiros e vestiários. O passeio do cenote não está incluído no de Chichen Itzá, mas avise seu guia que quer conhecer. Ele pode sondar com o resto do grupo se todos querem ou te encaixar num outro grupo de visitantes.

Visto do alto, o cenote é uma beleza. Dá vontade de pular de lá de cima mesmo. Mas não pode, claro. É necessário descer uma escada que leva até a água.

Foto de Sheila Machado

O cenote visto da superfície

O mergulho é inacreditavelmente delicioso. A água é fresca, sem ser gelada, com uma temperatura de 25ºC. Limpíssima, é uma diversão ver os peixinhos. Do alto da gruta caem cipós e pequenas  quedas d’água. Também dá para pular na água a partir de um platô na gruta, e não existe o risco de bater com o pé ou com a cabeça numa pedra, como acontece em cachoeiras. O cenote tem profundidade de 50 metros. Só arqueólogos já foram capazes de chegar ao fundo.

Foto de Sheila Machado

Água fresquinha

Um hotel cinco estrelas está sendo construído para os visitantes com mais dinheiro poderem passar a noite no ecoparque. Os dormitórios serão em formatos de palapas, as casas maias ovais, mas com todo o conforto que espera aqueles que podem pagar pagar por um hotel cinco estrelas. As plantas e flores da decoração serão nativas do território maia.

O resturante, aparentemente, será o mesmo que hoje já serve os visitantes de Ik-Kil, o Xaybe’h. É um bufê com comidas típicas regionais. Nada muito delicioso, mas vale para experimentar vários pratos de uma vez só. Custa cerca de US$ 12. Bebidas são cobradas à parte.

O que é um cenote?

São buracos no solo de pedra-pomes, cheios de água que corre de rios subterrâneos. Podem ser profundos ou rasos.

Na península de Yucatán, há cerca de 3 mil cenotes. Apenas 1400 já foram estudados por geólogos ou arqueólogos.

Sagrados para os maias, os cenotes serviam como fonte de água potável e entrada para o mundo subterrâneo, para onde vão os mortos.

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Vontade de viajar…

Vontade imensa de viajar. Mas não vou poder tão cedo.

O jeito, então, é fingir que estou sentada nessa janelinha:

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