Arquivo do mês: setembro 2010

Está entendiado? Ski de helicóptero na Islândia

Fico pensando se essas pessoas podres de ricas (‘podre de rica’ é uma expressão muito anos 80 – adoro), que já esquiaram pelas melhores pistas do mundo, se entediam em ter que repetir pista.

Não é meu caso. Não tenho dinheiro sobrando e nunca esquiei. Mas essa alternativa “intocada”, que vi no YouTube, me deu vontade de aprender a esquiar só para poder… fazer heli ski na Islândia.

Imagina! Pular de um helicóptero, no Ártico, e descer montanhas basalticas de até 1300m, de neve virgem e fofinha. E mais do que no Ártico, é na Islândia! Ai, morri.

Pelo que vi na descrição do vídeo, quem faz esse “passeio” é a Arctic Heli Skiing. O tour é operado pela Bergmenn Mountain Guides, na Península Troll, no Norte da Islândia. Eles se dizem os únicos do país com o certificado UIAGM-IFMGA de guia de montanha, emitido pela Federação Internacional de Associações de Guias de Montanha.

Mais uma atividade para a lista “quero voltar para a Islândia”. No caso, quando eu já souber esquiar, o que deve acontecer lá pela 84ª vez que visitar minha querida ilha. 😛

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Para ver a aurora boreal ao vivo, e de casa

Uma das viagens mais legais deve ser para ver a auroras boreal. Enquanto esse momento não chega para mim, vou me contentar com um site lançado pela Agência Espacial Canadense (CSA, sigla em inglês) que vai transmitir “ao vivo” as luzes dançantes.

Além de enviar todas as noites imagens de auroras boreais, o objetivo do site é explicar como se formam as “luzes celestiais”, os melhores pontos de observação e como fotografá-las.

Como cantaria Neil Young, "the icy sky at night"

O espetáculo das auroras boreais se forma nos polos, quando os ventos solares atingem a atmosfera terrestre. Os locais onde mais é possível ver o fenômeno é no Norte do Canadá e da Escandinávia e em toda a Islândia. A “temporada” é de agosto a maio.

Clique no site e talvez você dê sorte de flagrar uma bela aurora boreal. A câmera começa a funcionar depois do pôr-do-sol no Canadá.

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Helsinque no balanço do mar

Helsinque é uma capital essencialmente marítima e no verão as pessoas aproveitam a água descongelada o máximo que podem.

 

Até a bandeira tremula felizinha com a brisa do verão

 

 

A baía ao pôr-do-sol e um barquinho a deslizar

 

 

Casa de praia

 

Uma boa maneira de fazer como os finlandeses é navegar pela baía de Helsinque até o chamado Arquipélago. Uma pena que este post esteja atrasadíssimo, porque a temporada de navegação de pequenos barcos termina na quarta-feira, 30 de setembro. Mas fica como dica para quem vai estar em Helsinque pelos próximos dias ou quem planeja ir depois de 1º de maio de 2011, quando a navegação recomeça…

 

O forte marítimo de Suomenlinna, que protegia Helsinque

 

 

Suomenlinna hoje é uma ilha-museu, e você pode pegar um ferry para visitá-la

 

Duas empresas oferecem cruzeiros de uma hora e meia em volta de Helsinque: Royal Line e Sun Lines. O preço por pessoa é 19 euros. Podem incluir almoço ou jantar, o que aumenta a tarifa entre 22 e 48 euros.

 

Finlandeses aproveitando seus caiaques e o sol enquanto o gelo não chega

 

Durante o verão escandinavo, que conta de maio ao fim de setembro, tem várias saídas por dia, de manhã até o início da noite. Eu fiz a última saída, com direito a jantar. A comida era ok, gostosinha. Mas gostei mesmo foi da torta de ruibarbo da sobremesa.

 

Torta de ruibarbo

 

Você pode comprar os bilhetes e embarcar na Praça do Mercado, no centro da capital, bem perto do Promenade.

Leia também:

:: Um passeio a pé por Helsinque

:: Temppeliaukio, uma igreja dentro de uma pedra

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Falta de hotéis para a Copa de 2014 preocupa o setor de turismo

Essa matéria da Agência Brasil é interessante. Realmente não dá para entender porque a quantidade de leitos em hotéis ainda não cresceu no Rio.

Há alguns anos, o fluxo era bem sazonal. Hoje em dia é fácil encontrar “gringo” nas ruas em qualquer mês, a qualquer hora do dia. E a tendência é só crescer nos próximos anos, né?

Tudo bem que a maioria dos turistas no Rio hoje é de jovens, que preferem ficar em albergues. Muitos albergues abriram, mas não serão capazes de absorver a demanda da Copa. Como a matéria diz, é um turismo de família e os albergues, por oferecerem mais quartos compartilhados, não são os mais indicados para a Copa.
Falta de hotéis para a Copa de 2014 preocupa o setor de turismo

Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Os empresários do setor de hotelaria estão preocupados em aumentar a oferta de leitos em regiões estratégicas para a Copa do Mundo de 2014. Para a Associação Brasileira das Indústrias de Hotéis (ABIH), a situação é mais preocupante no Rio de Janeiro e em cidades da Região Centro-Oeste, principalmente Brasília, onde a oferta de vagas já é menor que a demanda. Segundo o diretor da ABIH, Fermi Torquato, a cidade do Rio de Janeiro tem praticamente a mesma quantidade de leitos – 46 mil – que todo o estado do Rio Grande do Norte, onde a demanda é muito menor.

Segundo ele, há ainda a preocupação com a modernização dos hotéis na Região Sudeste, ainda verticalizados e voltados para o turismo de negócios. “Na Região Nordeste houve um investimento nesse setor nos últimos 20 anos. Os hotéis já são mais modernos e voltados para o turismo de lazer, são horizontalizados e com espaços amplos. Já o Sudeste precisa se adequar a esse tipo de turismo”, explicou Torquato.

Mesmo assim, Torquato reconhece que cidades como Recife já enfrentam problemas para ampliar a rede de hotelaria porque não há mais áreas disponíveis para construção. Ainda de acordo com ele, uma alternativa para as cidades nordestinas – e também para o Rio de Janeiro – está no uso dos navios de cruzeiro, que têm equipamentos adequados e grande número de leitos para ofertar.

No Norte e no Centro-Oeste, onde não há hotéis suficientes e os que existem não atendem às exigências de segurança do mercado internacional, a situação é bem mais preocupante.

A expectativa da ABIH é a de que, na Copa, as cidades-sede recebam turistas que estendam a viagem para outras cidades de apelo turístico. “Na Copa, o perfil é de famílias, que costumam demorar mais. É diferente do que acontece quando os jogos são na Europa, onde o turismo é volátil. Lá o turista assiste ao jogo e vai embora, não consome hotelaria. Aqui ele deve permanecer pelo menos uma semana”, explicou.

O legado dessas visitas é visibilidade e formação de mão de obra, de acordo com o diretor da ABIH. Além disso, os jogos levarão investimentos que dificilmente chegariam a determinados locais do país.

O diretor do Departamento de Financiamento e Promoção de Investimentos do Ministério do Turismo, Hermano Carvalho, garantiu que não faltará dinheiro. Segundo ele, estão reservados R$ 1 bilhão do Programa ProCopa – tocado pelo ministério – e mais R$ 1 bilhão dos fundos constitucionais do Norte, do Nordeste e do Centro Oeste para financiar o setor do turismo. “Esse investimento não abrange obras de infraestrutura, apenas o setor produtivo, como hotelaria, empresas aéreas e parques temáticos, entre outros”, explicou Carvalho.

Segundo o diretor, os empréstimos concedidos pelos fundos constitucionais – que podem ir apenas para os estados das regiões que representam – têm juros de 6,5% ao ano. No caso do Procopa, os juros são de 8,5% ao ano mais taxa de juros de longo prazo (TJLP). “A sustentabilidade do projeto e o fato de ele levar em consideração questões ambientais e socioeconômicas podem contribuir para a redução dessas taxas”. Ainda de acordo com Carvalho, a tomada de empréstimos este ano já ultrapassou os valores de todo o ano passado e cresceu 5% em relação ao mesmo período de 2009.

Edição: Vinicius Doria

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Utter Inn, onde os peixes passeiam na janela

Claustrofóbicos vão odiar este post, mas descobri um novo hotel-sonho para acrescentar à minha lista. É o Utter Inn (Albergue da Lontra, em sueco), que fica dentro do lago Malaren, em Vasteras, na Suécia.

A casa do lago

Olhando da superfície do lago, parece uma casinha de nada. Mas o quarto fica abaixo da linha d’água. Dizem que é uma sensação no mínimo diferente adormecer olhando peixes nadarem na janela.

Quarto subaquático

Vista da janela

A hospedagem é por semana e custa pelo menos US$ 1750. Para chegar lá, os hóspedes são levados em um bote inflável, que parte do porto de Vasteras. O funcionário dá as instruções e, pronto: o casal se vira, inclusiva na cozinha. Se você preferir o pacote deluxe, alguém leva o jantar para você toda noite. Mas só o jantar. Café da manhã, almoço e lanches quem prepara é você.

A ideia é ficar isolado mesmo, o que deve ser ótimo.

O preço básico inclui o uso de um bote ancorado ao apartamento-ilha, para visitar uma ilha próxima, sem moradores. No verão, dá pra nadar no lago e pegar sol. Só lembre-se que o verão é… escandinavo. O ponto ruim para nós brasileiros, é que não faz tanto calor, então a água deve ser gelada. O ponto bom é que o sol só se põe lá pelas 22h!

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Turista no meio do furacão: o que fazer?

A temporada de furacões no Atlântico Norte, que este ano começou em 1º de junho e termina em 30 de novembro, está no auge. O furacão mais recente na região é o Karl, que ontem chegou ao porto de Veracruz, no México, uma área turística do país.

Muitas pessoas deixam de viajar para os locais mais sensíveis na temporada de furacão, o que é uma atitude sábia. Pode valer a pena se você quiser muito ter essa experiência radical. Mas também pode trazer muita preocupação e prejuízo.

Um exemplo: pelas regras da aviação comercial internacional, as empresas aéreas não são obrigadas a dar hospedagem e alimentação caso seu voo seja atrasado por um furacão. O entendimento é de que é um fator surpresa e incontrolável, que escapa da responsabilidade delas. Seus dias longe de casa podem ser, então, estendidos – sem que isso signifique banho de sol e férias dentro do orçamento.

O que fazer se um furacão chegar?
Os ministérios de turismo de países na rota de furacão avisam: se você é um turista e a tempestade chegar, pegue todas as informações no hotel onde está hospedado. Os gerentes são treinados pelas autoridades competentes sobre o que fazer. É importantíssimo que você se mantenha atualizado, sempre, usando a internet, vendo TV e perguntando na recepção.

Karl soprando no México

Se a situação piorar, saiba que o alerta de evacuação geralmente é dado com pelo menos 24 horas de antecedência. Os hóspedes têm que seguir as instruções dadas pela gerência. Se os turistas tiverem que ir para um abrigo público, pode haver restrição de bagagem: parte de suas malas podem ser deixadas no hotel. Não insista em levar tudo, se não for permitido. Em situações de emergência, a segurança pública vem em primeiro lugar, alertam os governos.

Casa alugada?
Se você estiver em uma casa alugada, verifique se ela tem um cômodo seguro, como um porão ou sótão. Peça para os vizinhos ou a Defesa Civil te ajudarem a avaliar se é seguro ficar na casa. Se for, tape todas as janelas de vidro com placas de madeira pregadas na parede. Assim que começarem a falar da possibilidade de furacão, faça um estoque de comida em lata ou em conserva, biscoitos e pães, muita água mineral, lanternas e pilhas. Tente carregar a bateria de aparelhos eletrônicos como celulares e computadores pelo máximo de tempo possível, para se manter informado e conseguir pedir socorro em caso de necessidade, sem precisar sair da casa.

Se a área onde você estiver for alagada, não entre na água. Não entre mesmo. Essa é uma das dicas mais importantes. Com a tempestade, postes podem ter caído e a fiação elétrica estará subemersa. O risco de morte por choque elétrico é real. Além disso, animais como cobras e crocodilos podem estar nadando, mesmo que seja raso. Fora de seu ambiente normal, eles estarão estressados, prontos para atacar.

Se muita água entrar na sua casa de repente, ameaçando sua segurança, tente subir para o telhado, levando comida, água potável, agasalhos e cobertores – mesmo que seja verão. Tenha a mão tecidos coloridos, para chamar a atenção de um helicóptero da Defesa Civil local que possa estar em busca de  vítimas.

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NYT recomenda 36 horas no Rio

O clássico “36 hours in” desta semana no suplemento de viagem do New York Times é com o Rio.

Algumas das “novidades turísticas” são o elevador do Cantagalo, na Teixeira de Melo com a Barão da Torre, em Ipanema, e noites de samba na Gamboa:

36 Hours in Rio de Janeiro

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