Um passeio a pé por Helsinque

Helsinque não é daquelas cidades “essenciais” da Europa, do tipo “tem que conhecer”.  Mas por isso mesmo é legal. Não é lotada de turistas e conserva aquele clima de “cidade autêntica” – não há áres turísticas flagrantemente demarcadas, onde as pessoas sejam alvo de pegadinha.

 

Helsinque e o mar

 

Aliás, é uma cidade muito segura. E é uma graça. Mesmo que você não tenha vontade de conhecê-la, se um dia a necessidade casar com a oportunidade de visitar Helsinque, não tema. Vá de coração aberto. Vale a pena.

 

Conjunto homogêneo de arquitetura neoclássica

 

 

Escultura cravada na pedra, em homenagem ao compositor finlandês Jean Sibelius

 

A cidade é orientada pelo mar, com o litoral todo recortado, cheio de baías e ilhas. Dá para conhecer as partes mais bonitinhas do centro a pé. Comece na Promenade, um boulevard com jardins e um belo gramado, onde os finlandeses aproveitam qualquer raiozinho de sol possível. Logo em frente, atravessando a rua, fica o chafariz e a sereia da Estátua de Havis Amanda, desenhada pelo artista Ville Vallgren em 1908 e considerada símbolo de Helsinque. Um pouco mais à frente da estátua fica o marco inaugural da cidade, de frente para a baía. Se você olhar para trás, vê o prédio onde o primeiro-ministro trabalha.

 

Animada manhã de sábado de sol na Promenade

 

 

O marco inicial da cidade

 

 

Estátua de Havis Amanda

 

 

A Praça do Mercado, em dia de mercado

 

 

Vai uma fruta, freguesa?

 

Indo em frente, mas já pegando a esquerda, na península Katajanokka,  você vê no alto uma linda catedral ortodoxa, a Uspenski, construída entre 1862 e 1868. Turistas podem entrar sem pagar, mas quando há celebração religiosa, fotos são proibidas. Se você quiser arriscar, pelo menos lembre-se de desligar o flash, senão os fiéis vão olhar com cara feia de verdade. Na celebração, homens ficam de um lado do templo e mulheres do outro. A luz que entra pelos vitrais fazem a fumaça dos incensos tomarem formas fantasmagóricas. Essa é uma das minhas lembranças mais vívidas da viagem.

 

Catedral Uspenski no alto da colina

 

 

Sol e incenso

 

Depois, vá para a praça do Parlamento. O prédio é um belíssimo exemplo da arquiterura neoclássica de Helsinque. A escadaria está sempre cheia de jovens matando o tempo e funcionários de empresas próximas aproveitando o almoço.

 

A praça do Parlamento

 

 

Descanso na escadaria, um programa nacional

 

Aproveite para descansar os pés…

Então, pode voltar para o Promenade para comer alguma coisinha nos deliciosos cafés.

 

Sanduíche de queijo, alcachofra e salada. No menu é esquisito, mas é uma delícia. Com uma sidra geladinha, então...

 

Leia também:

:: Helsinque no balanço do mar

:: Temppeliaukio, uma igreja dentro de uma pedra

Uspenski Cathedral

9 Comentários

Arquivado em Europa

9 Respostas para “Um passeio a pé por Helsinque

  1. MORRO de vontades. Bah!

    • smassis

      É bem bonitinha a cidade, Tiago! E a noite também é legal. É aquele esquema mais fim de semana do que meio da semana, mas ok.

  2. celmartin

    Olá, cheguei aqui pelo Twitter. Super legal! Eu fui a Estocolmo nessa primavera e paixonei total. Conto minhas andanças no http://www.maladerodinhaenecessaire.wordpress.com.
    Tenho planos de voltar à Suécia e ir para Helsink de barco. Como vc chegou lá?
    ainda estou passeando no seu blog… aguardo sua visita lá no Mala de Rodinha.
    abs

    • smassis

      Essa viagem Estocolmo-Helsinque de barco deve ser muito legal. Dura uma noite, né? Eu viajei a trabalho, então fui de avião Rio-Londres-Helsique. Mas um dia também quero fazer essa viagem de barco. Vou passar no seu blog!

  3. Nice pics..From pics it seems you had a great time over there and you enjoy a lot.What you find most interesting over there?

    • smassis

      The city and the people themselves. It’s a nice place to be. The Parliament stairs are the best place to watch the city pass over you

  4. Pingback: Temppeliaukio, uma igreja dentro de uma pedra « Com a mochila nas costas

  5. Pingback: Helsinque no balanço do mar « Com a mochila nas costas

  6. Lygia Margarida de Argollo Bastos

    Amei esta cidade. Estive lá em setembro de 2015. A igreja na pedra é algo encantador e o Monumento a Sibelius me deixou sem fôlego. Por incrível que pareça dois dias de sol maravilhoso. Até a guia ficou surpresa.

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