Arquivo do mês: novembro 2010

Mau tempo deixa turistas retidos no sopé do Everest

Cerca de 2.000 turistas e seus carregadores estão há cinco dias retidos por causa do mau tempo em uma aldeia a 2.800 metros de altitude, no sopé do monte Everest.  Segundo a Reuters, eles estão em Lukla, principal acesso à montanha mais alta do mundo, no leste do Nepal, onde nuvens espessas e fortes ventos obrigaram as companhias aéreas a cancelarem seus voos para a região.

Bikram Neupane, chefe da Associação de Resgates no Himalaia, disse que todos os turistas estão a salvo. “Eles estão impossibilitados de pegarem os voos de volta para Kathmandu por causa do mau tempo”, explicou.

Lukla tem uma modesta pista de pouso encravada nas encostas montanhosas, onde pousam aviões de pequeno porte.

Mt. Everest

No outono – de setembro e novembro – há grande movimentação de montanhistas ocidentais no Nepal, que tem no turismo a origem de quase 4% do seu PIB.

Anúncios

2 Comentários

Arquivado em Ásia

A colonial San Cristobal de las Casas

Um dos tesouros do México, San Cristobal de las Casas é uma linda cidade colonial no estado de Chiapas, no Sul do país, fronteira com a Guatemala. A melhor coisa a se fazer lá é caminhar, caminhar e caminhar pelas ruazinhas e mercados, aproveitando que, por estar no alto de um vale, a cidade é muito mais fresquinha do que as outras cidades de Chiapas, como Palenque. No inverno, o termômetro pode chegar a 2ºC à noite.

Ruas coloniais

A temperatura amena dos 2.100 metros de altitude, aliás, é um alívio para quem chega do calorão úmido de mais de 40 graus de Palenque. À noite, quando o termômetro caiu para 10ºC (era início do outono), me deu vontade de sair de blusa de alcinha pelas ruas, só para celebrar.

Catedral de San Cristobal, protetor dos viajantes

A barroca igreja de Santo Domingo

Come-se bem em Chiapas. Há restaurantes de vários tipos de cozinha do mundo todo. Mas o melhor é o café: os grãos de Chiapas são especiais, por causa do clima. O café pode ser puro ou, para esquentar um pouco, eles colocam cravos, o que dá um gostinho mais picante. Delicioso.

A cidade é rodeada por dezenas de vilas dos povos indígenas Tzotzil e Tzeltal e é o coração de uma das regiões de maior tradição nativa do México. Chiapas é também o berço da guerrilha zapatista – o Exército Zapatista de Libertação Nacional – e, apesar de a luta armada estar suspensa, a influência de Comandante Marcos e seus homens não se perdeu. As feiras são cheias de camisas do EZLN e, para as crianças, tem bonequinhos guerrilheiros, feitos pelos indígenas.

Iconografia zapatista

A tradição é tão arraigada entre os povos de Chiapas, que até a famosa cow parade ganhou em San Cristobal de las Casas uma versão de jaguares – animal sagrado para os maias e outros nativos.

Revolución até no café

Atualmente, San Cristobal tem cerca de 200 mil habitantes e não é mais a capital de Chiapas. Mas vale muito mais a pena ser visitada do que a capital em si, Tuxtla Gutiérrez.

De ônibus
Eu cheguei em San Cristobal vinda de Palenque, que fica dentro da selva, nos pés do vale. A viagem de ônibus durou cerca de oito horas. São muitas curvas e muito morro para subir. Dependendo da época do ano, há pelo menos quatro saídas diárias de Palenque para San Cristobal. Eu peguei o ônibus da madrugada, o que menos parava pelo caminho. Em alguns horários a viagem pode demorar mais ainda.

2 Comentários

Arquivado em América do Norte