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Domingo de peguiça no Brique da Redenção

Foi um programa ótimo para um domingo nublado e um pouquinho (só um pouquinho) frio em Porto Alegre. O Brique da Rendenção é uma tradicional feira de artesanato e antiguidades montada no Parque Farroupilha, todos os domingos.

A entrada da feira, se é que feira tem entrada

Colares

Feirando

Hoje em dia são cerca de 180 tendas, que expõem artesanatos, antiguidades e artes plásticas. Os artesanatos são feitos em couro, prata, fios, madeira, resina, ferro, gesso, vidro e porcelana. De artes plásticas tem telas, caricaturas, xilogravuras e esculturas. Também tem umas barraquinhas com comidas rápidas, para matar a fome. Mas as mais interessantes mesmo são as de antiguidade: taças de cristal e outras utilidades de cozinha lindas e câmeras fotográficas antiguinhas que são um sonho. Além disso, é engraçado ver um modelo de telefone sem fio do início dos anos 90 ser vendido como “antiguidade”.

Quadros

Taças

Preciosidades para uns, velharia para outros

É um programa típico do portoalegrense. Tem muita gente passeando com seu cachorrinho, devidamente munido com a térmica e a cuia de chimarrão.

Passeio

A feira funciona de 9h às 17h. Fui pela manhã e imagino que seja mesmo o melhor horário.

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Iniciada no Rio temporada de cruzeiros marítimos da costa brasileira

Paulo Virgílio
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Começou hoje (7) a temporada de cruzeiros marítimos na costa brasileira, que terá o Porto do Rio como centro de operações de embarque e desembarque até o dia 27 de abril de 2011. Para marcar a inauguração, o navio MSC Armonia, com 2.890 turistas, foi recebido durante a manhã no Terminal de Passageiros do Píer Mauá, no centro do Rio, pela bateria da Escola de Samba Acadêmicos do Grande Rio, a Confraria do Garoto e o secretário municipal de Turismo, Antonio Pedro Figueira.

A expectativa da administração do Píer Mauá é que o terminal de passageiros receba 800 mil turistas nos sete meses de temporada, impulsionando a economia da cidade em U$$ 240 milhões, um crescimento de 16% em relação à temporada anterior. Estão previstas 255 atracações durante esse período, representando um recorde também nas atracações simultâneas, com até sete navios por dia. A administradora do píer informou que desde a primeira temporada, em 1998/99, houve um crescimento de 700% do segmento de cruzeiros marítimos.

Segundo o diretor de Operações do Píer Mauá, Américo Rocha, o porto carioca está no nível dos principais terminais do mundo. Ele informou que a revitalização dos armazéns é uma das maiores obras, e o contrato estabelecido com a Companhia Docas também prevê a manutenção do terminal de passageiros e outros empreendimentos para revitalizar o centro da cidade.

“A parte de terminal de passageiros e os armazéns usados para eventos e feiras vêm sendo equipados e ampliados a todo ano. Em relação à temporada passada, vamos ter em muito mais datas três navios ou mais durante a temporada, gerando um pouco mais de esforço por parte da empresa e dos nossos parceiros institucionais”, afirmou Rocha.

O diretor também destacou que, além da geração de receita e emprego, os cruzeiros marítimos têm o potencial de servir de atrativo, fazendo com que as pessoas retornem à cidade e usem outros meios de hospedagem. Ele observou que o centro do Rio é a “vedete” da administração atual. Rocha apontou a retirada do Elevado da Perimetral, autopista em frente ao Píer Mauá, como a obra mais emblemática e difícil. Sua previsão é que o elevado se torne um subterrâneo e seja criado um estacionamento no subsolo da Praça Mauá.

O presidente da RioTur e secretário municipal de Turismo, Antonio Pedro Figueira, informou que a cidade deve receber cerca de 1 milhão de turistas durante a temporada dos transatlânticos. Ele disse que a campanha Rio Total tem informado os turistas sobre as obras, que para ele são as mais importantes para o setor turístico da cidade.

“Já começaram as obras, é um processo lento, mas começa agora junto com a [alta] temporada, e a gente espera que ande o mais rápido possível para que a gente entregue o porto novinho para todos os turistas e toda a população do Rio de Janeiro. Temos diversas obras estruturais na cidade que precisavam, mas o porto é tem tudo a ver com o turismo da cidade”, destacou Figueira.

Um dos passageiros que desembarcou no primeiro transatlântico da temporada Wallace Palomo elogiou o serviço e disse ter passado muito bem os 17 dias entre Veneza, na Itália, e o Rio de Janeiro.

“Foi uma viagem muito bonita e tranquila, o atendimento e o divertimento muito bons. Estava tudo dentro do esperado, o serviço é de primeira. Tudo o que eu passei com a minha família nessa viagem valeu a pena”, disse o passageiro brasileiro.

Edição: Talita Cavalcante

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Brasil terá nova classificação hoteleira

Entra em vigor em outubro o novo sistema oficial de classificação de meios de hospedagem no Brasil. Serão sete categorias: hotel, pousada, hotel-fazenda, hotel histórico, cama & café, flat e resort.

O sistema foi construído após análise da experiência de 24 países e de forma participativa, durante oficinas que contaram com a participação de empresários, acadêmicos e sociedade civil.

A adoção do sistema é voluntária. No entanto, o registro no cadastro oficial de prestadores de serviços turísticos do Ministério de Turismo  (Cadastur) é um requisito obrigatório para a classificação.

A validade da classificação será de três anos, diferentemente do sistema anterior, de 1990, que previa a renovação anual. O sistema também não prevê pontuação. Os meios de hospedagem classificados serão identificados por estrelas e deverão atender a itens mandatários (obrigatórios) ou eletivos (flexíveis). Para receber a classificação, o equipamento deverá cumprir 70% dos requisitos eletivos.

Os critérios serão relativos a infraestrutura, serviços e sustentabilidade.

O novo sistema já faz parte da preparação brasileira para receber a Copa do Mundo e a Olimpíada.

“Não basta ter infraestrutura e aeroportos, é necessário também oferecer um bom atendimento. Incentivar a qualificação é incentivar a qualidade dos serviços”, disse o diretor de Estruturação, Articulação e Ordenamento Turístico do Ministério do Turismo, Ricardo Moesch.

Fonte: Ministério do Turismo

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Refrescantes cachoeiras no cerrado

No calor do cerrado, um banho de cachoeira é uma benção. Parte do passeio para a Serra dos Pireneus e Pirenópolis é visitar a reserva Vargem Grande, onde há várias cachoeiras.

Com a correria de passeio de um dia, só deu tempo de mergulhar em duas: a de Santa Maria e a Lázaro. Mas foi ótimo. As outras cachoeiras são acessíveis em trilhas longas, e não dava tempo.

A cachoeira Santa Maria é a mais cheia, mas tem seu charme: uma praia de areia fina, com uma boa faixa de areia. O poço é grande e vai ficando mais fundo quando se chega mais perto da queda d’água. Por ser a mais acessível, é a preferida também dos pais com crianças, que ficam brincando com as bóias na água.

Para chegar na Lázaro, é preciso pegar uma trilha de 1 km. O tempo de percurso depende da disposição e do condicionamento físico de cada um. Se o dia estiver seco e quente, acrescente alguns minutos a mais. Eu fui fora da época de seca e levei meia hora mais ou menos.

No meio da trilha, você vê a Lázaro de longe. Bem bonita:

O que te aguarda...

A Lázaro é mais vazia, mas não tem a praia grande como a Santa Maria. Em compensação – e que compensação – existe um cantinho na pedra onde a água cai com força nas costas de quem estiver em pé. Hidromassagem à melhor maneira. E o poço é bem mais raso do que o da Santa Maria.

Lembre-se de levar água para beber durante a trilha de 1km, porque cansa e dá muita sede.

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Na Serra dos Pireneus, caminhe lentamente, olhe para o chão

Perto de Brasília (DF), de Goiânia e de Pirenópolis (GO), o Parque Estadual Serra dos Pireneus é um destino bonito e fácil para um fim de semana quando se estiver em alguma dessas cidades. Tem trilhas, cachoeiras e atividades como tirolesa e para-quedas.

Serra dos Pireneus vista da estrada de chão

O parque em si fica entre os municípios goianos de Pirenópolis, Cocalzinho e Corumbá. Apesar de ter sido criado em 1987, ainda não há muitas placas indicativas e nem trilhas demarcadas. Ou seja, é importante para quem não é da área fazer a visita com um guia, que pode ser contratado em Pirenópolis ou em Brasília.

A trilha

A principal atração é o Pico dos Pireneus, o ponto mais alto de Goiás, com 1.385 metros de altitude de arenitos e quartzitos, do período pré-cambriano.  É possível subi-lo numa caminhada que não exige muito preparo físico, se for feita lentamente. E lentamente é mesmo a melhor maneira de subir o pico. Tenha tempo para olhar para o chão. É um espetáculo de pedrinhas coloridas, lindas, emolduradas pela vegetação robusta.

Chão que brilha

No alto do pico tem uma capelinha e dá para ver ao longe a bonita paisagem, incluindo o vizinho Morro Cabeludo.

Paisagem do cerrado

Como ir

Quando fui a Serra dos Pireneus, saí de Brasília. A visita dura um dia inteiro. Com um carro 4×4, o guia te pega em seu prédio ou hotel às 8h da manhã e te leva de volta à porta de casa no começo da noite, por volta das 19h. O passeio todo vai até a gracinha cidade tropeira de Pirenópolis.

O preço depende do número de pessoas. Tem que ter no mínimo dois passageiros no jipe, e aí é mais salgado, mas é mais pessoal também. Eu estava sozinha e a agência mesmo colocou outro visitante no jipe comigo, para fechar o tour.

Em Brasília, eu usei a agência Rota 360 Graus e deu tudo certo – exceto que o guia não foi pontual pela manhã, mas compensou com boa vontade, simpatia e uma horinha extra na volta, para igualar o tempo.

Na capital federal e em Pirenópolis, há outras agências que fazem o passeio. Ou você pode fazê-lo com um amigo que more em Brasília e conheça a região.

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