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Refrescantes cachoeiras no cerrado

No calor do cerrado, um banho de cachoeira é uma benção. Parte do passeio para a Serra dos Pireneus e Pirenópolis é visitar a reserva Vargem Grande, onde há várias cachoeiras.

Com a correria de passeio de um dia, só deu tempo de mergulhar em duas: a de Santa Maria e a Lázaro. Mas foi ótimo. As outras cachoeiras são acessíveis em trilhas longas, e não dava tempo.

A cachoeira Santa Maria é a mais cheia, mas tem seu charme: uma praia de areia fina, com uma boa faixa de areia. O poço é grande e vai ficando mais fundo quando se chega mais perto da queda d’água. Por ser a mais acessível, é a preferida também dos pais com crianças, que ficam brincando com as bóias na água.

Para chegar na Lázaro, é preciso pegar uma trilha de 1 km. O tempo de percurso depende da disposição e do condicionamento físico de cada um. Se o dia estiver seco e quente, acrescente alguns minutos a mais. Eu fui fora da época de seca e levei meia hora mais ou menos.

No meio da trilha, você vê a Lázaro de longe. Bem bonita:

O que te aguarda...

A Lázaro é mais vazia, mas não tem a praia grande como a Santa Maria. Em compensação – e que compensação – existe um cantinho na pedra onde a água cai com força nas costas de quem estiver em pé. Hidromassagem à melhor maneira. E o poço é bem mais raso do que o da Santa Maria.

Lembre-se de levar água para beber durante a trilha de 1km, porque cansa e dá muita sede.

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Na Serra dos Pireneus, caminhe lentamente, olhe para o chão

Perto de Brasília (DF), de Goiânia e de Pirenópolis (GO), o Parque Estadual Serra dos Pireneus é um destino bonito e fácil para um fim de semana quando se estiver em alguma dessas cidades. Tem trilhas, cachoeiras e atividades como tirolesa e para-quedas.

Serra dos Pireneus vista da estrada de chão

O parque em si fica entre os municípios goianos de Pirenópolis, Cocalzinho e Corumbá. Apesar de ter sido criado em 1987, ainda não há muitas placas indicativas e nem trilhas demarcadas. Ou seja, é importante para quem não é da área fazer a visita com um guia, que pode ser contratado em Pirenópolis ou em Brasília.

A trilha

A principal atração é o Pico dos Pireneus, o ponto mais alto de Goiás, com 1.385 metros de altitude de arenitos e quartzitos, do período pré-cambriano.  É possível subi-lo numa caminhada que não exige muito preparo físico, se for feita lentamente. E lentamente é mesmo a melhor maneira de subir o pico. Tenha tempo para olhar para o chão. É um espetáculo de pedrinhas coloridas, lindas, emolduradas pela vegetação robusta.

Chão que brilha

No alto do pico tem uma capelinha e dá para ver ao longe a bonita paisagem, incluindo o vizinho Morro Cabeludo.

Paisagem do cerrado

Como ir

Quando fui a Serra dos Pireneus, saí de Brasília. A visita dura um dia inteiro. Com um carro 4×4, o guia te pega em seu prédio ou hotel às 8h da manhã e te leva de volta à porta de casa no começo da noite, por volta das 19h. O passeio todo vai até a gracinha cidade tropeira de Pirenópolis.

O preço depende do número de pessoas. Tem que ter no mínimo dois passageiros no jipe, e aí é mais salgado, mas é mais pessoal também. Eu estava sozinha e a agência mesmo colocou outro visitante no jipe comigo, para fechar o tour.

Em Brasília, eu usei a agência Rota 360 Graus e deu tudo certo – exceto que o guia não foi pontual pela manhã, mas compensou com boa vontade, simpatia e uma horinha extra na volta, para igualar o tempo.

Na capital federal e em Pirenópolis, há outras agências que fazem o passeio. Ou você pode fazê-lo com um amigo que more em Brasília e conheça a região.

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