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Beleza ao quadrado

Adorei essa notícia que li no Times de Londres (pelo site, infelizmente não estou na Inglaterra). Depois de passar mais de 25 anos fotografando as paisagens e belezas naturais da Islândia, o fotógrafo Ragnar Th Sigurdsson montou uma exposição. Seria normal se ele não tivesse escolhido uma das maiores belezas da ilha, o lago glacial de Jökulsárlón, como “galeria”.

São 20 imagens, apoiadas em pilares de concreto, colocadas às margens de Jökulsárlón.

Quer visitar a lagoa glacial? É fácil!

Em tempo: é justamente a magnífica Jökulsárlón que ilustra o cabeçalho desse blog.

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Jökulsárlón: você ‘on the rocks’

É difícil escolher a paisagem mais impresssionante da Islândia. A sensação,  quase sempre, é de estar em outro planeta. Mas o lago glacial Jökulsárlón é  de tirar o fôlego. Literalmente, inclusive. É um ambiente tão frio que às vezes é difícil até para respirar.

Vatnajökull ao fundo

Jökulsárlón fica no final da porção Sul do glacial Vatnajökull, o maior do mundo fora dos pólos. O gelo condensado por centenas de anos é empurrado para outra geleria, Breiðamerkurjökull, e de lá vai quebrando e caindo no lago, que fica lotado de icebergs. Lentamente, eles flutuam para o mar, a poucos metros de distância.

Blocos caindo do Breiðamerkurjökull

Icebergs rumo ao mar

Praia on the rocks...

O curioso (ou trágico, para os ambientalistas) é que o lago não existia até 1934. Antes, era só gelo. A “poça” foi crescendo, crescendo… em 1975 chegou a 7,9 km². Hoje, tem 18 km² e continua expandindo, por causa do acelerado derretimento das geleiras islandesas.

Uma rosa é uma rosa

Mais curioso ainda é que muito islandeses, mesmo vendo o gelo derreter à sua frente, não acreditam no aquecimento global. Dizem que eras glaciais são cíclicas. E argumentam que há quase dois séculos, a temperatura média na ilha era 2 graus mais alta. Depois veio uma onda de frio que ampliou as geleiras. E agora elas estão derretendo de novo. Quando um estrangeiro fala de aquecimento global, eles chegam a soltar um risinho sarcástico.

É, quente lá não é. Nem no verão. Fato.

É primavera na Islândia...

E o bom de Jökulsárlón é que é super acessível. Fica entre Reykjavík e Höfn, no Sul do país, e bem pertinho da Rodovia 1, também chamada de Estrada Anel (Ring Road), porque dá a volta em toda a ilha. Não é a única estrada no país, mas é como se fosse. As outras podem ficar intransitáveis à menor chuva. E mesmo a Anel fecha em alguns trechos no inverno. Esse mesmo percurso Reykjavík-Höfn, simplesmente a ligação entre a capital e a terceira  maior cidade, pode ser interditado por causa da neve e gelo. Não à toa a passagem de avião, se comprada com um pouco de antecedência, é mais barata do que a de ônibus.

Mas do alto não tem graça. No verão (e fim da primavera e início de outono), a viagem entre Reykjavík e Höfn é imperdível. Em 11 horas, mais ou menos, você tem a chance de passar por Vík, que é uma gracinha de cidade e a parada para almoço do ônibus, e a entrada do Parque Nacional Skaftafell, o maior da Islândia. Além disso, pouco antes de chegar a Höfn, o ônibus faz uma parada de meia hora na Jökulsárlón. Dá tempo de dar uma caminhada rápida e tirar fotos. Na volta, a mesma coisa. Cerca de uma hora depois de partir de Höfn, parada no lago glacial.

Se você ficar com invejinha de quem está passeando de barco pelo lago, dá para agendar esse passeio em agências de turismo em Höfn.

No verão, o ônibus faz o trajeto todos os dias. Mas atenção: sai de Reykjavík às 8h30 e de Höfn às 11h. No inverno, se a estrada estiver aberta, circula também uma vez por dia, mas sem tantas “paradas turísticas”, e apenas às terças, sextas e domingos. Horários e partidas, você vê aqui. A passagem, na desvalorizada coroa islandesa, custa  o equivalente a R$ 160.

Para os fãs de cinema e publicidade: Jökulsárlón é praticamente a estrela de alguns filmes e propagandas. A cena mais famosa rodada lá é a da perseguição de carros em 007 – Die another day:

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